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Famílias denunciam falta de assistentes de sala para alunos com deficiência em Guarapari

Com o retorno às aulas, um problema persistente vem à tona em Guarapari: a falta de assistentes de sala especializados para auxiliar alunos com deficiência. Pais e responsáveis têm expressado sua preocupação com a escassez desses profissionais nas escolas, o que compromete o suporte necessário para as crianças que necessitam.

 

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Emanuele Vassoler, liderança do coletivo Família TEA, explicou a situação enfrentada pelas famílias e a importância desses assistentes para os alunos com deficiência.

“O município se nega novamente a contratar as assistentes de sala especializadas, chamando um número bem menor do que é pedido. Chegamos, e no primeiro dia de aula elas não estavam lá, ou haviam quatro para toda a escola”, afirma Vassoler.

Auxílio necessário. Ele destaca a importância dos assistentes de sala na inclusão dos alunos: “A assistente de sala está ali para assistir esse aluno academicamente em sala de aula, e ajudá-lo a socializar e mediar situações diversas. É peça fundamental da equipe de Atendimento Educacional Especializado (AEE), formada pela professora de AEE em parceria com a professora regente, que são as responsáveis por adaptar as matérias, exercícios e provas dadas para esse aluno em sala de aula.”

 

A liderança do coletivo Família TEA, explicou a situação enfrentada pelas famílias

Quanto aos esforços para resolver essa situação, Vassoler lamenta a falta de resposta por parte da prefeitura: “Não cumprem a lei 12.764 (Lei Berenice Piana), e além de não disponibilizar assistentes de sala especializadas, eles contratam ASE, que significa ‘assistente de serviço escolar’. ASE não tem formação acadêmica para assistir nossas crianças, é um profissional que a escola usa para diversos serviços, mas não compõe a equipe de educação especial.”

Denúncias. Diante deste cenário, Vassoler orienta que os pais tomem medidas legais, como o registro de boletins de ocorrência por exclusão, detalhando a falta de assistente: “Estamos orientando os pais a fazer reclamações na ouvidoria do município e denunciar ao Ministério Público. Para denunciar por telefone, temos o Disque 100 (Direitos Humanos) e o Disque 127 (MP), e as denúncias podem ser anônimas.”

Vassoler destaca a importância da união e solidariedade entre os pais e responsáveis: “As famílias não estão sozinhas, mesmo com inúmeros desafios em nosso dia a dia, estamos juntos para somar.”

(DA REDAÇÃO \\ Gut Gutemberg)

(INF.\FONTE: Maria Leandra Aroeira \\ Portal27)

(FT.\CRÉD.: Internet \\ Divulgação)